E então eles são campeões!

Não pude deixar de comentar a onda de euforia que está rolando ao meu redor, devido à última conquista ridícula de um dos mais aclamados alvos do humor negro do país times brasileiros. Certo, certo. O Corinthians conquistou ontem o título de campeão de qualquer que seja o maldito campeonato do qual estava participando. Não dou a mínima pra isso, confesso. Filha de um corinthiano inveterado, eu deveria pelo menos ficar contente pela alegria de papai. Afinal, devo a ele muita coisa: ele gastou tempo, dinheiro e paciência comigo, limpou minha bunda suja de merda quando eu era bebê, e tudo o mais. Também, com a ajuda de mamãe, fez com que eu nascesse no mínimo bonita, o que eu nunca poderei agradecer à altura, já que isso torna minha vida tão simples e até maravilhosa! Mas sinceramente, não estou dizendo que não veja graça no futebol. Eu gosto! Não entendo muito, mas gosto de assistir. Só não consigo digerir esse fanatismo todo por causa de uns idiotas suados correndo atrás de uma bola. Não que não me agrade ver isso, é claro. Aliás, jogadores de futebol costumam ter um belo corpo potencial. Meu problema com o futebol está um tanto quanto acima disso, desse limite físico.

Gosto de me sentar em frente à tevê, depois de chegar do trabalho, e ver o jogo esparramada no sofá, comendo alguma coisa gordurosa e nada saudável. É quase uma “sessão de relaxamento“, depois de um dia estressante. Mas eu definitivamente não consigo vibrar da mesma forma que meu pai vibra quando o meu São Paulo do coração faz um gol. Claro, eu fico feliz! Não sou idiota, não gosto de perder. Mas pra mim é um tanto demais invadir o campo por causa de um juiz mal comido meio cego que não viu uma falta, ou um bandeirinha viado que marcou um impedimento que não existia, um jogador que deu um carrinho criminoso.

Não vejo um propósito maior em um jogo de futebol. É tudo comercial: você compra sua entrada, senta lá, fica vendo uns caras chutarem uma bola, grita, se descabela, e depois volta pra casa. Ok, ok. Existe um propósito vez ou outra, como na Copa do Mundo, pra “unificar” as nações, ou aquele jogo no Haiti que a seleção jogou, ou tantos outros campeonatos internacionais.

Existe sim esse clima de “confraternização”. Mas a discórdia que isso causa não deveria existir, não é? Por exemplo, os argentinos não deviam ser sinônimo de pessoas desagradáveis, corinthianos não deviam ser sinônimo de ladrões, e pelo amor de Deus! São Paulino não é a mesma coisa que viado, tenham dó!

Isso me incomoda. Pronto, falei. Mas que eu gosto de fazer piada com corinthiano, ah, sim. Eu amo!

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s