folhetim

se acaso me quiseres, Sou dessas mulheres que só dizem “sim!” por uma coisa à toa, uma noitada boa, um cinema, um botequim.
e, se tiveres renda, aceito uma prenda, qualquer coisa assim, como uma pedra falsa, um sonho de valsa ou um corte de cetim.
e eu te farei as vontades. direi meias verdades, sempre à meia luz.
e te farei, vaidoso, supor que és o maior e que me possuis.
mas, na manhã seguinte, não conta até vinte: te afasta de mim, pois já não vales nada, és página virada, descartada do meu folhetim.

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