as tais coisas aleatórias sobre mim

É, todo mundo tem feito isso nas redes sociais, e eu fico realmente dividida se gosto ou não disso. Gosto de saber mais sobre vocês, mas não consigo evitar comparações com minha própria vida – o que é a causa da minha insatisfação comigo mesma. Há quem diga o contrário, mas o que me importa no fim é a opinião que eu tenho sobre mim mesma. E vamos à lista:

1) eu não sei me relacionar com as pessoas. Amigos, namorados, família, não sei lidar com relações interpessoais. Tenho poucos amigos do coração, e ainda assim não sei dizer a eles o quanto são importantes pra mim. Não sei nem dizer para os meus pais que os amo. Não sei. Sou extremamente fechada quando se trata de relacionamentos. E sou aquela pessoa que se fecha dentro do próprio mundo, porque me parece seguro, mas se sente sozinha 100% do tempo. E já venho fazendo isso há tanto tempo que eu nem sei mais como sair daqui.

2) sou curiosa, fascinada por coisas novas, por descobertas. Gosto de descobrir coisas, e saber como elas funcionam. Quando era criança, desmontei e montei o microsystem novo do meu pai só pra ver como funcionava. Queria ver como era por dentro, como cada componente se ligava a outro. Usei uma chave de fenda que era até maior que os parafusos. Aquilo era lindo! Depois montei tudo, não sobrou um parafuso. Eu tinha 7 anos.

3) eu amo aprender. Após o incidente do microsystem, comecei a ler as apostilas dos cursos do meu pai. Eu tinha 7 anos e lia apostilas de física e química. Com meus 9 anos, eu já brincava de internet. Resolvi que queria aprender como aquilo funcionava e criei meu primeiro site: um fansite sobre Card Captor Sakura. Pra isso, aprendi html, css, javascript, e mais uma porção de coisas. Sozinha. Depois fui evoluindo, outras linguagens, outras plataformas. Até hoje, estudei cerca de 12 linguagens. E também foi assim que aprendi inglês, espanhol, e comecei a brincar de francês.

4) eu sou sincera e solidária. Se eu disser que sou sua amiga, vou estar do seu lado para o que precisar. De verdade. E, mesmo que você não goste de mim, eu não vou te fazer mal. “Fazer o mal” não está na minha natureza. E isso não tem nada a ver com “dar a outra face”, eu só acredito que, se eu quero ver mudanças no mundo, tenho que começar pelo meu próprio mundo. E então eu prefiro fazer o bem.

5) sou extremamente viciada em sequências. Se eu começo a ler um livro, não importa o quão ruim ele seja, eu vou ler toda a coleção, até o fim, porque eu preciso saber como a história termina.

6) eu tento dar o melhor de mim em tudo o que eu faço. Não gosto de coisas malfeitas. Prefiro levar duas vezes o tempo e fazer algo que eu julgue a altura das minhas expectativas do que fazer qualquer coisa e dizer que “ah, funciona assim”.

7) tenho uma paixão não tão secreta por comédias românticas, e choro em todas elas.

8) por mais que eu pareça fria à primeira vista, eu acredito no amor. E acredito que seja eterno. E acredito que eu vou encontrar o meu. Mas também acredito que o amor tem a forma que você der a ele. Pra mim, o amor não é aquela coisa de contos de fadas que vem de repente e dura para sempre. Amor de filme só acontece nos filmes. Acredito que o meu amor vai gostar de fazer bolo de chocolate comigo, e de ir ao cinema, e de deitar no sofá e ficar lá, sem falar nada. E meu amor vai me amar do jeito que eu sou, e eu vou amá-lo do jeito que ele é, porque quando a gente se amar, a gente vai ceder. E a gente vai brigar. Gente, como vamos! Vamos brigar pra decidir coisas, pra esclarecer coisas, pra escolher a cor da parede da sala, que eu quero vermelho e ele quer azul. E, depois, fazer as pazes com um beijo. Eu pareço fria, mas a verdade é que sou uma romântica incurável.

9) já tive meu coração partido tantas vezes que parei de tentar colar os pedaços. Ele nunca vai ficar inteiro. Aprendi a conviver com isso.

10) eu me sinto sozinha constantemente. Eu posso estar rodeada de gente, no meio de uma festa: me sinto sozinha. E não é por falta de companhia, eu acho que é por falta de alguém que me compreenda.

11) eu durmo sempre com um cachorrinho de pelúcia chamado Igor. Ele tem me acompanhado por muitos e muitos anos e, a cada vez que eu precisava de um abraço, ele estava lá pra me fazer companhia.

12) às vezes, quando eu estou mal, eu ligo o chuveiro, sento no chão embaixo dele, abraço meus joelhos e choro. Choro até eu sentir que minhas glândulas lacrimais secaram, até dissipar aquele nó que fica na garganta. E aí eu fico lá por mais uma meia hora. E depois vou dormir, com os olhos inchados e o peito aliviado.

13) quando eu estou feliz, eu cozinho. E gosto muito de fazer bolos e tortas.

14) não importa meu estado de espírito, eu vou sempre tentar estar com um sorriso no rosto. E eu vou sempre dizer que está tudo bem, mesmo quando não estiver, porque meus problemas só dizem respeito a mim. E isso é algo que eu preciso trabalhar, porque não sei pedir ajuda. Mas, ainda assim, ter um sorriso no rosto é o primeiro passo pra ter alegria no coração.

Se você chegou até aqui, parabéns. Você deve estar absolutamente sem o que fazer. Obrigada pelo tempo desprendido.

Beijos.

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One thought on “as tais coisas aleatórias sobre mim

  1. Oi, Sue… tudo bem? Não é questão de estar sem o q fazer… leio o q você posta pois: simpatizo muito com você, me importo com você e gostaria de estar mais próximo de você no cotidiano… Por quê? Porque você é uma boa pessoa e interessante… lembro-me da primeira vez que te vi 🙂
    Bom, sempre que precisar é só chamar, quando quiser conversar ou ouvir piadas sem graça…
    Fico triste por saber do número 12. Te amo, amiga 😉

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