canalha

Ela era legal. Talvez mais que isso: uma pessoa adorável. As pessoas diziam que ela era bondosa, carinhosa, bonita e inteligente. Os rapazes gostavam do seu charme sem pretensão, da sua timidez calculada, do seu cabelo – que tinha vida própria – e dos seus olhos, que sorriam o tempo todo. Ela era tudo isso, sim. Mas, além de tudo, ela era uma canalha.

O pior tipo de canalha, meus caros: canalha com cara de menina e corpo de mulher. Uma canalha com cintura bem marcada, quadril e um olhar que brilha como que se precisasse refletir alguma coisa que a alma não consegue guardar pra si. Ela era uma canalha, e sabia disso. Não que ela gostasse, mas jamais pensou em mudar. Ela tinha um quê que atraía os bons rapazes, e as histórias sempre terminavam com corações partidos. Nunca o coração dela, esse já colecionava avarias de outros verões.

E seguia assim. Um coração partido de cada vez.

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